Mercado mantém projeção de crescimento e reforça expectativa de inflação em 2026


As projeções do mercado financeiro para 2026 permaneceram relativamente estáveis na mais recente edição do Relatório Focus do Banco Central do Brasil. A expectativa para o PIB foi mantida em 1,96%, enquanto a previsão para o IPCA avançou para 5,30%, indicando persistência das pressões inflacionárias.
No cenário monetário, a estimativa para a taxa Selic permaneceu em 13,75% ao ano, ao passo que a projeção para o câmbio recuou para R$ 5,20 por dólar. O IGP-M também foi revisado para cima, passando para 6,22%, enquanto os preços administrados permaneceram em 5,00%.
No setor externo, o mercado manteve a previsão de superávit comercial de US$ 76,2 bilhões e reduziu ligeiramente a estimativa de déficit em conta corrente para US$ 59,6 bilhões. Já os indicadores fiscais seguem praticamente inalterados, com dívida líquida do setor público em 69,8% do PIB e déficit primário de 0,50% do PIB.
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Superávit comercial ultrapassa US$ 40 bilhões em 2026
A balança comercial brasileira manteve desempenho positivo na terceira semana de junho. O período registrou superávit de US$ 3,06 bilhões, com US$ 9,32 bilhões em exportações e US$ 6,26 bilhões em importações. No acumulado do mês, o saldo comercial atingiu US$ 7,64 bilhões.
No ano, o superávit já soma US$ 40,30 bilhões, resultado de US$ 174,18 bilhões em exportações e US$ 133,88 bilhões em importações, reforçando a contribuição do setor externo para a economia brasileira.
Na comparação com junho de 2025, a média diária das exportações cresceu 26,0%, enquanto as importações avançaram 10,7%. O resultado foi impulsionado principalmente pela Indústria Extrativa (+70,3%), seguida da Agropecuária (+21,9%) e da Indústria de Transformação (+10,0%).
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Confiança da indústria volta a superar os 100 pontos em junho
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), da FGV IBRE, avançou 3,0 pontos em junho, alcançando 100,1 pontos, o maior nível desde o fim de 2024 e retornando à faixa de otimismo. O resultado reflete uma melhora tanto na percepção sobre o momento atual quanto nas expectativas para os próximos meses.
A recuperação foi favorecida pela redução dos estoques industriais, pelo aumento da demanda e pela melhora do ambiente externo, impulsionada pela diminuição das incertezas no Oriente Médio e pela estabilização dos preços do petróleo. Com isso, os empresários demonstraram maior confiança quanto à evolução dos negócios no segundo semestre de 2026.
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