
Balança Comercial brasileira apresenta superávit de 68,3 bilhões de dólares em 2025, valor ligeiramente inferior ao apresentado no ano anterior, que apresentou superávit de 74,2 bilhões (recuo de 7,9%). Do lado das importações, houve aumento na importação de máquinas e equipamentos, indicando um crescimento no montante de investimentos, reflexo de uma economia mais aquecida. Devido às tarifas impostas pelo governo americano, as exportações do Brasil para os EUA caíram 6%. Por outro lado, as exportações para Argentina cresceram em 30%. Para a China, o valor ficou positivo em 6%.
A China se destaca como maior destino das exportações brasileiras (28,7%), seguida por Estados Unidos (10,8%) e Argentina (5,2%). No lado das importações, China lidera como maior importadora de produtos brasileiros (25,3%), seguida por Estados Unidos (16,1%) e Alemanha (5,1%). Ao que se refere à composição da balança comercial, o Brasil ainda apresenta um superávit em commodities e um déficit industrial, sinalizando um baixo nível de complexidade na cesta de exportações brasileira.
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IPCA fecha 2025 em 4,26%, com menor inflação de dezembro desde 2018
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,33% em dezembro de 2025, marcando o menor resultado para o mês desde 2018. Com isso, a inflação oficial do país encerrou o ano com alta acumulada de 4,26%, desempenho 0,57 ponto percentual abaixo do observado em 2024, quando o índice chegou a 4,83%.
O comportamento da inflação em 2025 foi fortemente influenciado pelo grupo Habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79%, respondendo pelo maior impacto individual no índice anual (1,02 p.p.). Na sequência, destacaram-se os grupos Despesas pessoais (5,87% e 0,60 p.p.), Saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 p.p.) e Educação (6,22% e 0,37 p.p.). Juntos, esses quatro grupos concentraram cerca de 64% da inflação acumulada no ano.
Entre os itens pesquisados, a energia elétrica residencial foi o subitem com maior impacto individual sobre o IPCA de 2025, contribuindo com 0,48 p.p., após registrar alta acumulada de 12,31% no ano. Por outro lado, os preços de alguns alimentos ajudaram a conter a inflação. O arroz apresentou queda expressiva de 26,56%, com impacto negativo de -0,20 p.p. no índice anual. Já o leite longa-vida também contribuiu para a desaceleração, com impacto de -0,10 p.p., ao passar de uma alta de 18,83% em 2024 para uma retração de 12,87% em 2025.
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Boletim Focus: Expectativas econômicas seguem estáveis, com leve ajuste na inflação
As projeções mais recentes do mercado financeiro indicam ajustes nas expectativas para os próximos anos, segundo o relatório Focus. No campo da inflação, a estimativa para o IPCA de 2026 apresentou leve alta, passando de 4,05% para 4,06%. Já a projeção para 2025 recuou novamente, pela oitava semana consecutiva, de 4,32% para 4,31%, reforçando a percepção de desaceleração gradual da inflação.
No que se refere o PIB, para 2026, o mercado mantém a projeção de expansão em 1,80%, patamar que não sofre alterações há quatro semanas. Já a taxa Selic esperada para 2026 permanece em 12,25% ao ano. No mercado de câmbio, o relatório aponta expectativa de dólar cotado a R$ 5,50 em 2026.
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Agenda Econômica para a próxima semana: 12/01 a 16/01
12/01/2026 (Segunda-feira):
• Boletim Focus;
13/01/2026 (Terça-feira):
• Crescimento do Setor de Serviços (Nov);
14/01/2026 (Quarta-feira):
• Confiança do Consumidor Reuters/Ipsos (Jan);
15/01/2026 (Quinta-feira):
• Vendas no Varejo (Nov);
• Produção de Veículos (Dez);

