
O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou nova redução na projeção de inflação para 2026, com o IPCA recuando para 3,99%, na quarta queda consecutiva. As estimativas para o dólar permaneceram em R$ 5,50, enquanto o crescimento do PIB foi mantido em 1,8% e a taxa Selic seguiu em 12,25% ao ano.
Para os anos seguintes, as expectativas seguem bem ancoradas. A projeção de inflação ficou em 3,80% para 2027 e em 3,50% para 2028 e 2029, todas estáveis há várias semanas. No caso do crescimento econômico, o mercado mantém previsão de 1,8% em 2027 e de 2,0% para 2028 e 2029, indicando continuidade de um cenário de expansão moderada.
Em relação aos preços e à política monetária, o câmbio projetado para 2026 permanece em R$ 5,50, sem alterações há 16 semanas. Já a Selic esperada para 2026 segue em 12,25%, refletindo a avaliação de que os juros devem permanecer elevados, enquanto para 2027 a taxa projetada continua em 10,50%, reforçando a perspectiva de ajuste gradual no médio prazo.
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Indústria recua no fim de 2025, mas mantém crescimento no ano
A produção industrial caiu 1,2% de novembro para dezembro de 2025, intensificando o movimento negativo observado desde setembro, período em que acumulou perda de 1,9%. Apesar disso, na comparação com dezembro de 2024, a indústria registrou alta de 0,4%, interrompendo dois meses seguidos de retração. A média móvel trimestral em dezembro ficou em -0,5%.
No acumulado de 2025, a indústria cresceu 0,6%, marcando o terceiro ano consecutivo de expansão, após altas em 2024 e 2023. Com o resultado de dezembro, a produção industrial encontra-se 0,6% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020, embora ainda esteja 16,3% abaixo do pico histórico, registrado em maio de 2011, segundo dados da PIM/IBGE.
Entre as grandes categorias econômicas, o desempenho de 2025 foi mais favorável para os bens de consumo duráveis, que cresceram 2,5%, e para os bens intermediários, com alta de 1,5%. Em contraste, os segmentos de bens de consumo semi e não duráveis apresentaram desempenho mais fraco, refletindo a desaceleração observada no final do ano.
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Superávit comercial cresce em janeiro com queda das importações
Em janeiro de 2026, na comparação com igual mês do ano anterior, as exportações recuaram 1,0%, totalizando US$ 25,15 bilhões, enquanto as importações caíram 9,8%, somando US$ 20,81 bilhões. Com isso, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,34 bilhões, crescimento de 85,8%, apesar da redução de 5,1% na corrente de comércio, que alcançou US$ 45,96 bilhões.
A queda das exportações foi influenciada pelo desempenho negativo de setores industriais. A Agropecuária ainda registrou crescimento de 2,1% (US$ 3,87 bilhões), mas a Indústria Extrativa recuou 3,4% (US$ 7,07 bilhões) e a Indústria de Transformação caiu 0,5%, somando US$ 14,08 bilhões. Entre os principais produtos que puxaram a retração estão trigo, café, algodão, minério de ferro, petróleo bruto, açúcar, tabaco e alumina.
As importações apresentaram queda generalizada em janeiro. A Agropecuária recuou 28,7% (US$ 0,44 bilhões), a Indústria Extrativa caiu 30,2% (US$ 0,77 bilhões) e a Indústria de Transformação teve redução de 8,2%, alcançando US$ 19,45 bilhões, movimento que explica a expressiva redução do volume importado no período.
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Confiança empresarial avança em janeiro com melhora das expectativas
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE avançou 0,5 ponto em janeiro, alcançando 92,5 pontos, marcando a terceira alta consecutiva também na média móvel trimestral. O resultado indica uma leve melhora do humor empresarial no início do ano, embora o nível de confiança ainda permaneça abaixo da linha considerada neutra.
Em contraste, o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 0,6 ponto, para 92,8 pontos, mantendo-se na faixa estreita observada desde junho do ano passado. A queda foi influenciada principalmente pela menor satisfação com a situação atual dos negócios (-0,8 ponto) e pela leve redução na avaliação da demanda corrente (-0,3 ponto).
Já o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) apresentou alta mais expressiva, avançando 1,7 ponto, a maior desde agosto de 2024, e atingindo 92,3 pontos. O movimento reflete a redução gradual do pessimismo, com destaque para o aumento do otimismo em relação à demanda nos próximos três meses e à evolução dos negócios no horizonte de seis meses.
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Agenda Econômica para a próxima semana: 09 a 13/02
09/02/2026 (Segunda-feira):
- Banco Central divulga o Boletim Focus – Banco Central
- Balança Comercial – MDIC
10/02/2026 (terça-feira):
- IPC-S – 1ª quadrissemana – Fevereiro/2026
- Índice Nacional de Preços ao Consumidor – IBGE
11/02/2026 (terça-feira):
- IPC-S Capitais – 1ª quadrissemana – Fevereiro/2026
12/02/2026 (quarta-feira):
- Pesquisa Mensal de Serviços – IBGE
